FELICIDADE
Muitos, hoje, se questionam sobre a felicidade e não encontram uma resposta satisfatória. O que é ser feliz? Seria a concretização do “E viveram felizes para sempre!” dos contos de fadas? Tais perguntas não podem ter uma única resposta, uma vez que várias pessoas se interessam por esse assunto e expõem pontos de vista diferentes.
Há quem julgue a felicidade como um estado de alegria, satisfação, que tem uma curta duração. Por ser um sentimento, não se pode prever quanto tempo permanece, nem medir, cientificamente, sua intensidade, e é por isso que se infere, através do senso-comum, que ele é fugaz.
Entretanto, por mais que o ser humano acredite nessa fugacidade, ainda luta para que esse sentimento seja infinito – para todo o sempre – como aparece nas histórias infantis. Isto se explica pelo fato de que, desde crianças, ouvem-se contos em que, após muitas adversidades, o final é sempre feliz, com os protagonistas imersos, eternamente, nesse estado de ânimo. E isso povoa o imaginário infantil, de forma que se incrusta na personalidade humana e se torna uma meta a ser alcançada.
Sendo assim, esse imaginário passa a ser real, na medida em que o ser humano passa a almejar uma recompensa após uma dificuldade. Ser recompensado estaria, atualmente, em equidade com felicidade. Estar feliz é viver uma situação de prazer, é lembrar de algo que causou alegria, satisfação. Deseja-se, inconscientemente, que esse estado seja eterno, porém, na realidade, isso é algo passageiro, efêmero. Enfim, felicidade não pode ser medida, é para ser sentida, vivida e aproveitada, ainda que seja difícil de ser alcançada, e fácil de ser perdida.
(Aline)